Não sei o que sufoca ou causa medo,
De repente é medo, e apenas medo.
Em súbita indecência,
Ou em sã consciência,
Sou um anjo negro,
Uma dama do mal,
O que lhe causa tão forte medo?
Deve ser o mesmo que causa desejo?
Não ouvia dizeres de mim,
Nem tão pouco coisas ruins,
Não sanei a tua sede,
E por isso talvez me condena?
Não gritei por você entre os vales,
E por isso que hoje me castiga?
Ou será que causei as feridas?
As mesmas que me causaste?
Nenhum comentário:
Postar um comentário